aham

AFF, EU NÃO TENHO ASSUNTO. Sabe, o que eu posto? Sério, cara, vocês querem ouvir o quão horrível é ficar seis horas sentada numa cadeira tão dura que faz o seu rabo doer? ACHO QUE NÃO. Vocês sabiam que a gente tem que tazer guarda-chuva de casa pra usar como cortina contra o reflexo do sol? NÃO, NÉ. Pois é, é esse o meu jeitinho de reclamar da vida aqui, só fiz essa parada pra reclamar, porque eu tenho medo de ficar reclamando ao vivo e a cores, sabe, tenho medo de virar o meu pai e talz, né, tenho medo de acordar de manhã sentido que eu tenho que fazer a barba, aí eu vou ter que trabalhar no circo com a mulher barbada. EU NÃO QUERO ISSO PARA A MINHA VIDA, SOCORRO. Mas enfim, eu tô aqui pra falar de mim, tô aqui pra meter pau nos outros.

Aí hoje, o terceiro ano resolveu fazer aquela brincadeirinha gostosa de troca de sexos, tipo, se eu te der a minha cueca, você me dá o cu, rs a sua calcinha e eu levo ela pra casa e guardo ela com as outras na minha gaveta secreta que eu abro quando quero me vestir de moça bonita. Daí beleza, eles tavam lá berrando, pulando, e blá, blá, blá, teve muita gente incomodada com isso, eu não faço parte delas, tanto que eu fico olhando a bunda dos meninos gostosos, já que tá seminu alguém tem que curtir, né.

Que delícia, pena que as coisas boas da vida nunca duram muito e com este sentimento e voltei para sala, sentei e a aula de inglês começou, tava bem suave, já que ao invés de ficar ouvindo qualquer coisa que a professora tava falando, eu fiquei imaginando como a vida dela era. Sei lá, ela tinha uma cara de cachorro paraguaio abandonado dizendo: “Hola, mi nombre és Ramon y estoy sin familia, gostaria de comprar mia rifa?”, nigga, sei lá, ela falava e eu sentia cada vez mais dó dela, tipo, querida, você está dando aula numa escola que está sem energia elétrica no momento e numa sala com guarda-chuvas fingindo serem cortinas, HELLOOOO, WAKE UUUP.

AMIGA, VÁ VIVER A VIDA

Então eu me coloquei a ~REFLETIR~, me coloquei no lugar de um professor. Como seria a minha vida? E cheguei à conclusão que eu provavelmente get up in the morning, slaving for bread, sir, so that every mouth can be fed, aí, 4:30 da manhã eu teria que sair correndo de casa, já que eu ganharia menos que eu salário mínimo e não teria dinheiro para morar perto da escola, então eu moraria num cortiço fedidin. Então ficaria meia hora em pé esperando o ônibus que me levaria à um outro ponto e neste outro ponto, eu teria que esperar mais uma hora pra o ônibus que me levaria finalmente à escola chegar. Nesta uma hora eu evitaria ao máximo pensar no quão a minha vida é miserável, tão miserável que morrer atacada por pombos aidéticos não seria tão ruim assim.

Então eu chegaria na classe de alunos delinquentes, sentaria na cadeira e perceberia que morrer engasgada com um avião de papel não seria tão ruim assim. Depois de um dia exaustivo, eu chegaria em casa, deitaria na cama, e notaria que quebraram de novo o vidro da janela e que cair da janela e quebrar a espinha não seria tão ruim assim.

MAS, BIA, ESSA HISTÓRIA DE CORTAR O CORAÇÃO NÃO TE FAZ TER MAIS RESPEITO PELO QUERIDO PROFESSOR?

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2 Respostas para “aham”

  1. Tati Disse:

    Olha, meu professor de matemática do ano passado morava em outra cidade, numa casa triangular com apenas uma pilastra [pq né, ele é foda e encontrou o baricentro - ou algum centro desses].

    PAUSA PARA REFLEXÃO: você entraria numa casa sustentada por apenas uma pilastra?

  2. lordmanshoon Disse:

    Educação pra quê? Matem as professorinhas kkk

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